Carta aberta do Dr. Matthias Rath à Academia de Ciências

Heerlen, Fevereiro 2021

Prezado senhor Professor Carlos Salema,

Estou me dirigindo a você com esta carta aberta para apresentar-lhe as descobertas revolucionárias da investi- gação de micronutrientes na luta contra a pandemia do coronavírus e para convidá-lo a trabalhar em conjunto nesta área.

A equipa principal de investigadores e médicos do nosso instituto de investigação, bem como eu próprio, tivemos o privilégio de trabalhar com o Dr. Linus Pauling, duas vezes galardoado com o Prémio Nobel1. O

Dr. Pauling, como certamente sabe, foi um dos cientistas mais influentes do século XX. As suas áreas de traba- lho incluíram questões essenciais como os fundamentos da ligação química, a estrutura e função dos anticor- pos, bem como princípios cruciais da imunologia, estruturas básicas de montagem de proteínas, e a descoberta da primeira doença genética, a anemia falciforme. Nos seus últimos anos, os interesses do Dr. Pauling incluíram também o papel dos micronutrientes na luta contra doenças virais, incluindo a gripe e o Vírus da Imunodefi- ciência Humana (VIH).

Ao longo das últimas duas décadas, a nossa equipa de investigação continuou este trabalho fundamental na investigação de micronutrientes. Desde o início da pandemia do coronavírus, a investigação sobre a impor- tância dos micronutrientes na luta contra esta pandemia tem sido um dos principais focos do nosso trabalho. Os resultados inovadores desta investigação proporcionam uma abordagem inteiramente nova para controlar com sucesso esta pandemia.

A rápida mutação deste vírus apresenta um novo desafio para toda a humanidade. Só a mutação do coronaví- rus2, que ocorreu no Reino Unido em finais de 2020, foi detectada em mais de 50 países após apenas algumas semanas. Nos próximos meses e anos

  • de acordo com todas as leis da biologia e virologia – novas mutações do coronavírus irão ocorrer em cada vez mais países. Nesta situação, os cientistas
  • especialmente a sua academia
  • têm uma responsabilidade especial. Os cientistas de todo o mundo são chamados a encontrar soluções para prevenir novas ondas de pandemias de coronavírus causadas por mutações sempre novas de vírus – e assim abrir o caminho para acabar com esta pandemia.

Embora alguns fabricantes de vacinas existentes afirmem que os seus produtos também são eficazes contra uma ou outra nova mutação, ainda não existem provas clínicas fiáveis para tal. Além disso, as futuras mutações escaparão quase certamente à protecção vacinal através dos preparativos actualmente disponíveis.

Assim, com cada nova mutação do coronavírus, toda a população mundial corre o risco de voltar a sofrer uma crise humana, económica e social, como acontece desde a pandemia da COVID-19. Esta perspectiva é inaceitável.

Dada a rápida mutação do coronavírus e as consequências potencialmente devastadoras, uma resposta pan- démica que depende exclusivamente de vacinas já não pode ser justificada. Em vez de centrar a investigação científica no desenvolvimento de sempre novas vacinas contra sempre novas mutações do coronavírus, a inves- tigação internacional deve centrarse na protecção das células humanas contra a infecção pelo coronavírus – independentemente de quantas mutações do coronavírus ocorram no futuro.

A forma mais promissora – e possivelmente a única – de alcançar este objectivo é a seguinte abordagem: Todas as variantes conhecidas do coronavírus até à data (SARS-CoV 2003, HCoV NL63 2003, HCoV HKU1 2004, MERS-CoV 2013, e SARS-CoV-2 em 2019) utilizam a mesma “porta de entrada” para infectar o corpo humano, um receptor de superfície celular, ACE2. O primeiro objectivo da nossa investigação foi portanto, investigar a produção (expressão) destes receptores em células humanas, assim, para minimizar o risco de infecção pelo coronavírus.

Os nossos resultados de investigação demonstraram que uma combinação específica de micronutrientes é capaz de diminuir a produção destas portas de entrada viral (receptores ACE2) em mais de 90% tanto nas células epiteliais do pulmão humano como nas células endoteliais da parede do vaso sanguíneo humano. Além disso, estes micronutrientes foram também capazes de inibir tanto a ligação do vírus à superfície celular como as enzimas necessárias para a replicação do vírus no interior da célula.

O modo de acção dos micronutrientes estudados sobre a infecciosidade do coronavírus pode ser resumido como seguinte:

  1. A inibição significativa da ligação das proteínas de superfície do coronavírus (Spikes) aos receptores ACE2 na superfície das células
  2. A inibição significativa da produção de receptores ACE2 por células humanas, limitando assim a ligação do coronavírus a estas células – e, por conseguinte, a sua capacidade de as
  3. A inibição significativa de todas as proteínas chave (enzimas) envolvidas na absorção e replicação do coronavírus em células
  4. Um aumento significativo na função global do sistema imunitário, incluindo a produção de células de defesa imunitária (leucócitos), a sua capacidade de migração para o local da infecção (quimiotaxia), e a remoção de vírus e outros invasores infecciosos (fagocitose).

Esta investigação inovadora é confirmada pelos primeiros estudos clínicos que mostram que as doses elevadas de vitamina C não só são capazes de prevenir infecções pelo coronavírus, mas também de reduzir para metade a taxa de mortalidade de pacientes com o coronavírus gravemente infectados e hospitalizados3 – um efeito que não foi documentado para nenhuma das vacinas ou preparações farmacêuticas actuais.

O quadro abaixo resume os resultados da nossa investigação sobre micronutrientes, salientando ao mesmo tempo as vantagens em relação a uma abordagem de controlo pandémico apenas através de vacinas:

Foco da estratégia de vacinação:

Bloqueio de um subtipo do coronavírus

Estratégia de vacinação contra a pandemia do coronavírus

Como os anticorpos são desenvolvidos especificamente contra as estruturas de superfície (Spikes) de uma variante específica do coronavírus, a eficácia destas vacinas é questionável com cada nova mutação de coronavírus.

Mesmo que algumas das vacinas anti-coronavírus desenvolvidas até à data se revelem capazes de fornecer alguma protecção contra uma ou outra mutação do coronavírus, cada nova muta- ção (rotulada “XY” no gráfico acima) é potencialmente capaz de infectar mesmo pacientes previamente vacinados.

Assim, com cada nova mutação viral, a humanidade corre o ris- co de enfrentar uma crise semelhante ou maior do que a que ocorreu como resultado da pandemia da COVID-19.

Foco na estratégia dos micronutrientes:

Reforço da capacidade das células somáticas humanas para se defenderem contra ataques de todos os subtipos de coronavírus.

Estratégia de micronutrientes contra a pandemia do coronavírus

Ao contrário da utilização de vacinas que visam variantes indi- viduais do coronavírus, a utilização de micronutrientes visa re- forçar a resistência das células do corpo a diferentes variantes, ou mutações, do coronavírus.

A nossa investigação mostra que as combinações específicas de micronutrientes (mostradas como diamantes no gráfico acima) inibem todos os mecanismos chave da invasão e replicação do coronavírus em células humanas.

Por exemplo, a produção (expressão) das proteínas de superfí- cie das células humanas (receptores ACE2), as “portas” celulares de cada infecção pelo coronavírus, pode ser inibida – indepen- dentemente da variante ou mutação4 do coronavírus.

Com esta carta, notifico-o oficialmente destas descobertas científicas.

Dada a importância suprema destas descobertas para toda a humanidade, exorto-lhe:

  • Disponibilize estas descobertas sobre o progresso da investigação em micronutrientes na luta contra a pandemia do coronavírus a todos os membros da sua
  • Inicie os seus próprios programas de investigação nas universidades e instituições de investigação acessíveis para aprofundar e expandir as descobertas científicas e clínicas da investigação em micronutrientes no combate à pandemia do coronavírus.
  • Use a sua influência junto dos decisores políticos e da opinião pública para realçar os perigos de uma estratégia apenas de vacinação e para divulgar as abordagens ao controlo da pandemia que são agora possíveis utilizando micronutrientes eficazes, seguros, e amplamente disponíveis.

A minha equipa de investigação e eu oferecemos-lhe toda a cooperação possível neste esforço. Estamos prontos.

  • Apresentar as nossas descobertas em detalhe aos membros da sua academia de ciências, por exemplo numa palestra, e responder a perguntas relevantes;
  • Planear e conduzir programas de investigação e estudos clínicos apropriados com os seus membros e os departamentos apropriados da Academia;
  • Desenvolver e implementar, com a sua Academia, um plano para fornecer dietas ricas em micronutrientes ou suplementos nutricionais adequados a escolas, lares, hospitais e à população em geral;
  • Trabalhar com a sua Academia para desenvolver um plano para mudar gradualmente os cuidados de saúde de um foco de intervenção para um foco de prevenção de doenças e trabalhar consigo para implementar este

Ao longo do século passado, foi atribuído um total de nove Prémios Nobel pela descoberta da importância das vitaminas e outros micronutrientes para a saúde5. A sua Academia de Ciências conta entre os seus membros actuais ou antigos membros com o Prémio Nobel.

Tive o privilégio de trabalhar com um vencedor duplo do Prémio Nobel1, que, pouco antes da sua morte, me admoestou que chegaria o dia em que teria de levantar a minha voz em apoio das descobertas da investigação em micronutrientes, para ajudar a prevalecer – contra todos os interesses instalados em sentido contrário. Este é um desses momentos.

Dada a evidência científica agora disponível, a Academia da Ciência tem apenas duas alternativas: ou reconhece a evidência científica agora disponível da importância dos micronutrientes no comba- te à pandemia do coronavírus – ou perde a sua credibilidade como promotora da ciência em benefí- cio da humanidade.

Com os melhores cumprimentos,

Dr. Matthias Rath

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